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O encanto de Dirty Dancing

Tenho 31 anos e quando assisti ao filme Dirty Dancing pela primeira vez deveria ter uns 13 ou 14. Na cena final, a clássica cena de dança, voltei a fita (é, naquela época era fita) umas 15 vezes em apenas uma noite. A partir daquele momento o estrago estava feito e pode ser resumido em alguns tópicos: 1º Eu estava irremediavelmente apaixonada pelo Patrick Swayze (tanto que no dia em que ele morreu usei preto e recebi inúmeros e-mails de amigos que sabiam de meu amor platônico); 2º Todas as vezes em que eu via algum canal reprisando o filme, parava como que hipnotizada na frente da TV e só saía após a cena final (a da dança, claro); 3º Não contabilizei ao certo mas, nesses quase vinte anos que se passaram desde a primeira vez que assisti à película, já vi a última cena mais de 300 vezes; 4º Ele foi, é e, possivelmente, continuará sendo o meu filme favorito, de todos os tempos. 5º Tenho todas as edições comemorativas, com cenas extras, deletadas, testes dos atores e tudo o mais que tenho...

Conversa entre amigas

Às vezes uma simples conversa tem o poder de mudar nosso dia. Tenho a sorte de ter duas amigas maravilhosas, daquelas que não são mais amigas e sim irmãs. Além delas, tive a sorte de encontrar outras pessoas que enriquecem meus dias, iluminam minha vida, com as quais posso conversar sobre muitos assuntos. Nem tudo são flores em nossas conversas, porque amigo que é amigo, ouve até o que não gostaria e não tem nada mais triste do que ver uma pessoa da qual gostamos triste. "_ Sabe quando a gente gosta de alguém e esse alguém não gosta mais da gente?" "_Sei" "_Como a gente faz?" "_ Não faz, o tempo faz". Uma conversa simples, algumas palavras, mas, uma contadora de histórias sempre tem uma excelente memória. E quando escuta a amiga dizendo isso se lembra de quando era ela. Sente um pouco da tristeza também, mas sabe que vai passar. Tenta animar a outra, contar algumas piadas, fazer graça ao telefone e diz: "_Olha só, comigo aconteceu e passou,...

Do fundo do Baú Parte 1

Remexendo em papéis empoeirados e um pouco esquecidos, encontrei um dos muitos textos escritos há alguns anos, por uma Contadora de Histórias iniciante. Mas, na verdade, todos os contadores de histórias não estão sempre começando? Ou, recomeçando? Acreditar Não acredito em amores passageiros, amores contidos, amores limitados. O amor, quando é amor, é eterno mesmo que se acabe, não conhece limites, tão pouco contenções. Transborda, inunda, incendeia. Não acredito em amores superficiais, amores racionais, amores convenientes. O amor é profundo, cria raízes, penetra, transforma, constrói. Acredito em amores luminosos, revolucionários, predestinados. Acredito em amores apaixonados, de paixões avassaladoras, calmaria depois de tempestade, oásis em um deserto. Acredito em amores livres, leves, felizes, amores que deixam marcas, não cicatrizes. Acredito em amores fortes, que protegem, acompanham, compreendem. Acredito na capacidade do amor em modificar, em se estender, em simplificar. Acredi...

Diferente

Quem te disse que não é bom ser diferente? Quem te disse que as fórmulas prontas são sempre as certas e não têm contra-indicação? Era uma vez uma menina que nasceu pequena e frágil, só na aparência, diferente desde o começo: Na barriga de sua mãe ficava bem quietinha, tanto, que demorou a ser descoberta. Achavam que seria um menino, por isso, nasceu vestida de azul. Surpreendeu desde aí. E cresceu diferente, uma adulta em corpo de criança com a pergunta "Por que?" sempre nos lábios. Já crescida voltou alguns anos no tempo e recuperou parte da infância perdida, deixada em algum lugar feio do passado, onde estavam muitos gritos e muitas lágrimas. Cresceu mais um pouco e, ao contrário da maioria, continuava diferente, bem diferente. Sorria para as pessoas na rua, dava conselhos sem ser chamada e falava o que lhe vinha à cabeça e o que o coração mandava. E em uma tarde dessas pela vida, contando histórias que nem gostava tanto assim, de homens que correm atrás de bola e de menin...

Caminhos

Se pudesse voltar no tempo, cada passo dado, até mesmo aqueles que fizeram meus pés sangrarem e meus olhos derramarem lágrimas na escuridão e no silêncio, mesmo assim, seguiria em frente. Se tivesse o dom de refazer minhas decisões, de tentar novamente, de fazer diferente, mesmo assim, faria o mesmo, outra vez. Se pudesse evitar a mágoa e a incerteza que por vezes se apossaram de meu coração, as aceitaria novamente. Viveria tudo de novo, cada vírgula, cada choro, cada riso. Meu passado por vezes me condena, mas, não me define. Não arriscaria fazer diferente e viver algo que não fosse o que vivo hoje, onde cada lágrima teve sua razão e me ajudou a ser quem sou, a ver o mundo da forma como o vejo agora, a amar do jeito que hoje consigo. Vivo o hoje, agora, sem medo do futuro porque ele não existe realmente. É uma nuvem, um sonho, uma projeção que pode ou não se realizar. Por esse motivo andaria novamente pelo caminho que andei, mesmo com as pedras e os tropeços, pois, ao final, o que val...

Logo alí na frente...

Ás vezes você quer muito uma coisa e essa coisa não chega nunca. Então você pede, grita e chora; esperneia como criança que quer um brinquedo e não ganha dos pais. Ou então faz como a maioria dos adultos e desanima... Sem saber que, na verdade, o que você tanto quer te espera logo alí na frente... E esse logo alí pode ser um dia, uma semana ou um mês. Pode ser também um tempo a mais, como um ou dois anos. E o que a gente faz enquanto espera? Muita gente se sente injustiçada e só olha para o que o seu próximo tem com inveja e rancor; outros, perguntam porque ainda não conseguiram... Cada pergunta feita por cada pessoa tem uma resposta diferente, porque ninguém é igual a ninguém e as regras, apesar de serem as mesmas, são aplicadas de forma diferenciada. Não dá para viver uma vida esperando "aquele" momento mágico, "aquela" pessoa especial, "aquele" emprego perfeito. Ao invés disso, é muito melhor, e mais produtivo, aproveitar cada dia e tentar, sempre, alc...

É tempo de aprender

De todas as coisas preciosas que podemos pedir, existe uma que sobrepõe-se a todas as outras: tempo. Tempo para rir de algo engraçado ou para esvaziar o coração através das lágrimas; tempo para dormir até tarde em uma manhã de domingo em que a chuva cai e faz barulho nas janelas, trazendo o inverno mais pra perto. Tempo para aproveitar um dia de sol antes dele se pôr. Tempo para um beijo a mais, só mais um. Tempo para olhar o rosto daqueles que amamos e torcer, como nunca, para que todos tenham mais tempo e estejam aqui quando acordarmos. Tempo para experimentar mais sabores de sorvete, mais comidas estranhas, mais bebidas elaboradas ou para comer, de novo, nosso sanduíche favorito. Tempo para conhecer outros lugares, outras pessoas, outras vidas e fazer parte delas. Tempo para deixar uma vida triste para trás e começar outra, novinha em folha. Tempo para os amigos. Tempo para o amor. Tempo para se desculpar com todos aqueles que magoamos e, quem sabe, ouvir um pedido de desculpas de q...